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Mostrando postagens de 2019

Não se deve fazer caso do que dizem os mundanos

“Assim que a tua devoção se for tornando conhecida no mundo, maledicências e adulações te causarão sérias dificuldades de praticá-la”   Assim que a tua devoção se for tornando conhecida no mundo, maledicências e adulações te causarão sérias dificuldades de praticá-la. Os libertinos tomarão a tua mudança por um artifício de hipocrisia e dirão que alguma desilusão sofrida no mundo te levou por pirraça a recorrer a Deus. Os teus amigos, por sua vez, se apressarão a te dar avisos que supõem ser caridosos e prudentes sobre a melancolia da devoção, sobre a perda do teu bom nome no mundo, sobre o estado de tua saúde, sobre o incômodo que causas aos outros, sobre a necessidade de viver no mundo conformando-se aos outros e, sobretudo, sobre os meios que temos para salvar-nos sem tantos mistérios. Filotéia, tudo isso são loucas e vãs palavras do mundo e, na verdade, essas pessoas não têm um cuidado verdadeiro de teus negócios e de tua saúde: Se vós fôsseis do mundo, diz Nosso Senhor...

Carta 195 - Defender a cidade de tua alma

Para Estevão Maconi. Saudação e objetivo Em nome de Jesus Cristo crucificado e da amável Maria, caríssimo filho no doce Cristo Jesus, eu Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, te escrevo no seu precioso sangue, desejosa de te ver como verdadeiro defensor da cidade de tua alma. O cão de guarda é a consciência Ó filho caríssimo, a cidade da alma tem muitas portas. Três as principais: memória, Inteligência e vontade. O criador permitiu que todas elas possam ser atacadas, mas apenas uma não pode ser aberta pelo lado de fora, e esta é à vontade. Assim acontece que algumas vezes a inteligência se obscurece e a memória passa a lembrar realidades vazias e passageiras, com numerosas e diversificadas imaginações, pensamentos desonestos e coisas semelhantes, enquanto todos os sentimentos corporais ficam desordenados e arruináveis. Com isto percebe-se que estas portas não dependem de nosso livre controle. Somente a porta da vontade esta sobre nosso poder e tem como guarda o...

A esterilização

Saindo de Betânia para Jerusalém, Jesus teve fome. “Ao ver, à distância, uma figueira coberta de folhagem, foi ver se acharia algum fruto. Mas nada encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Dirigindo-se à árvore disse: ‘Ninguém jamais coma do teu fruto’. E seus discípulos o ouviram. Passando por ali de manhã, viram a figueira seca até as raízes” (Mc 11,13-14.20). No episódio acima, Jesus, através de uma ação simbólica, amaldiçoou uma figueira que não tinha frutos, mas apenas folhas. E não adiantou a desculpa de que “não era tempo de figos”. Por quê? Porque o cristão deve frutificar todo o dia. Não há nenhum tempo em que estejamos dispensados de dar frutos de caridade: “Meu Pai é glorificado quando produzis muito fruto e vos tornais meus discípulos” (Jo 15,8). Que dizer então daqueles e daquelas que voluntariamente entregam seus órgãos reprodutores ao bisturi a fim de se tornarem estéreis? Cometem um pecado grave. Mutilam o próprio corpo, que é templo do Espírito Santo ...